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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Embrapa Instrumentação abre inscrição para curso de pós-colheita


        
          Olha aí pessoal, uma boa oportunidade para se especializar com excelentes profissionais da área! As informações estão disponíveis no site da Embrapa Instrumentação e seguem abaixo!

          Estão abertas até 22 de julho as inscrições para o curso de tecnologia em pós-colheita em frutas e hortaliças, que a Embrapa Instrumentação - São Carlos (SP) - vai realizar no período de 22 a 26 de agosto. As perdas pós-colheita no Brasil atingem 20 a 30% do total produzido. A proposta do curso é contribuir para a melhoria da aplicação de tecnologias que minimizem perdas, sendo destinado à capacitação de produtores, atacadistas, varejistas, técnicos e especialistas na cadeia produtiva.
         O curso foi inspirado em modelos consagrados nos Estados Unidos e Europa. Durante o curso serão discutidos temas como Tendências no mercado de frutas, nacional e internacional; Cenário mundial de alimentos e algumas tendências tecnológicas; Colheita de frutas e hortaliças; Classificação de hortaliças e frutas; Valoração na comercialização de frutas e hortaliças; Processamento mínimo de frutas; Legislação de embalagens para contato direto com alimentos;
         O curso será composto de exposições teóricas, práticas em laboratórios e excursões técnicas. A programação completa e todas as informações podem ser acessadas pelo site: www.cnpdia.embrapa.br/poscolheita. (Texto elaborado por Joana Silva - Embrapa Instrumentação).


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Os produtos minimamente processados



Frutas e hortaliças minimamente processadas são, em essência, vegetais que passaram por alterações físicas, isto é, foram descascados, picados, torneados e ralados, dentre outros processos, mas mantidos no estado fresco e metabolicamente ativos.


           Essa é uma das definições sobre aquele produto que compramos pronto para consumir. Um produto minimamente processado, porém, não é somente uma hortaliça ou fruta picada e colocada em uma embalagem aleatoriamente. Isto é uma ciência! Existem muitos estudos sobre qual a melhor forma de corte, qual a melhor embalagem, como mantê-los por mais tempo e, sobretudo, com a maior segurança e higiene possível. Profissionais das melhores universidades do Brasil são envolvidos neste tipo de pesquisa, e existe até o encontro nacional sobre o processamento mínimo.

          Para começar bem, o produto a ser processado deve vir dos melhores itens disponíveis. E, definitivamente, o critério de escolha da qualidade para esses produtos deve ser alto. Um produto minimamente processado não deve partir de uma fruta ou hortaliça que esteja deteriorada, mesmo que esta parte seja descartada, este produto não durará muitos dias.

          Ao realizarmos o corte estamos acelerando o metabolismo do vegetal, e ele tende a estragar rapidamente em relação a produtos inteiros. Por isso, começamos com matéria prima de primeira linha, e submetemos ao processamento.

         Para driblar o metabolismo dos vegetais podem ser utilizadas inúmeras estratégias, sendo a mais utilizada a refrigeração. O abaixamento da temperatura, dentro da tolerância que é peculiar a cada produto, reduz a respiração (simmm, as frutas e vegetais respiram ainda após a colheita! São vivos!), inibindo outros processos fisiológicos também. A refrigeração é exigida durante todo o processamento.

         O produto é deixado descansar em temperatura amena para retirada do calor interno*, logo depois e em câmara fria, é realizado o corte. *(se você já chegou do mercado, guardou uma fruta ou hortaliça dentro de um saquinho na geladeira e depois percebeu que ele "suou”, temos ai um exemplo de armazenamento errado, ele ainda estava “quente” para ser guardado embalado na geladeira)

         Aqui mais uma exigência: higiene em todas as etapas. Desde a câmara fria, todos os utensílios, passando pelos instrumentos de corte, devem ser sanitizados. As pessoas envolvidas no processamento também devem manter uma conduta rígida de limpeza.

         O processamento pode ser feito de formas diferenciadas, dependendo do que se deseja processar e as necessidades dos consumidores. Também existem meios de aplicar aditivos para evitar que haja escurecimento em frutas, perda de água em hortaliças, e redução da carga microbiológica.

         Nas embalagens podem ser utilizadas proporções diferentes de CO2 e O2. Com menos oxigênio, temos a respiração mais lenta e mais tempo de vida. Mas tem que haver um balanço, pois a falta de oxigênio também pode levar a fermentação, e ai você abrirá a embalagem e sentirá cheiro de álcool, terá um produto não adequado ao consumo.

         Então a ciência é essa: melhores produtos + melhor higiene + melhor corte + melhor embalagem + melhores tecnologias + melhor temperatura = maior praticidade!





quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A abóbora brasileirinha

          Sabe quem foi o responsável pela coloração desta abóbora?

          A natureza!

         Sim, a abóbora 'Brasileirinha' é uma cultivar de abóbora que apresenta cores marcantes, frutos bicolores e surgiu na plantação de abobrinhas normais. A partir desta variação espontânea a Embrapa Hortaliças deu aquela forcinha e com muita pesquisa a melhorou, buscando oferecê-la ao mercado.

          A cultivar Brasileirinha tem enorme valor ornamental, é rica em nutrientes, como luteína que ajuda na prevenção da catarata, e em betacaroteno.

          Por ser rústica possui boa resistência a doenças, pode ser cultivada em todas as regiões onde já acontece o cultivo das demais abóboras e produz até 10 abobrinhas por planta. O comprimento dos frutos fica entre 12 e 18 cm e alcança entre 180 e 400 gramas, dependendo do ponto de colheita. Se colhida com comprimento de até 10 cm é possível ser preparada como picles.

          Ao adquiri-las é recomendado que elas sejam armazenadas em temperatura acima de 10°C e embaladas com filmes plásticos para evitar que murchem.



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sobre as alcaparras

         A alcaparreira é um arbusto perene que demora de 3 a 4 anos para entrar em produção. As alcaparras que consumimos são botões florais, colhidos antes da abertura das pétalas e curtidos em água e sal grosso, vinagre e sal, ou alternativamente em água, sal vinagre e vinho. Contém vitamina C, cálcio, fibras, proteínas, carboidratos e considerada estimulante de apetite e digestiva.

         As alcaparras são utilizadas como condimento especialmente em peixes, e lugar de destaque em pratos da culinária maditerrânea, tem sabor meio doce/ácido e aroma sutil. Também tempera carnes, vinagretes, molhos com mostarda, saladas, recheios e maioneses. A escolha de alcaparras menores é o segredo do sabor, elas devem ser adicionadas aos pratos na parte final do cozimento, assim seu aroma não é perdido.

         São originárias da região mediterrânea, e são produzidas principalmente na Espanha, França, na região da Sicília e na Grécia. Necessitam de temperaturas altas e solos calcários, ou seja, que são caracterizados por altos valores de pH e alta concentração de cálcio, situação restrita no Brasil. A produtividade varia de 1 a 3 quilos por planta/ano de botões florais.

          No Brasil, o engenheiro Sérgio Di Petta que possui um sítio localizado em Brasópolis-MG, é responsável pela primeira safra de alcaparras nacionais, conseguida a partir de muitos testes feitos por ele mesmo. Com persistência de 10 anos de estudo ele é o pioneiro na pesquisa de características botânicas da planta. No ano passado, vendeu a produção para supermercados da região e cada 60 gramas de alcaparras saíam por R$ 4. A produção ainda é pequena, mas o objetivo principal do não é comercializar o produto, mas difundir o que aprendeu sobre a alcaparreira.


*Conheça o blog do engenheiro Sergio Di Petta e saiba mais sobre as alcaparras! http://sergiodipetta.blogspot.com/




domingo, 15 de agosto de 2010

Cor de cenoura

          Se você pensar em cor de cenoura, qual cor vem a sua cabeça?
          Laranja?
          Sim, está certo. Mas não temos somente cenoura em tons de laranja. Esta raiz comestível aromática, originária de países da Ásia Central, tem um passado de muitas cores: roxas, brancas, amarelas e vermelhas!
         
          Há quem afirme que as primeiras cenouras de cor laranja surgiram na Holanda, e foram desenvolvidas para homenagear o príncipe Guilherme I com a cor heráldica daquele país. Há também a possibilidade dos consumidores terem preferido a cenoura laranjada porque ela não desbota, uma vez que o pigmento roxo é solúvel em água e sai facilmente nas mãos, na água de cozimento e nas panelas, causando muitas manchas.

          A supremacia e a aparência da cenoura de cor laranja são inquestionáveis.

          Aqui no Brasil os maiores produtores de cenoura são os municípios de São Gotardo e Carandaí (MG), microrregião de Irecê (BA), Piedade, Ibiúna e Mogi das Cruzes (SP), e Ponta Grossa e Marilândia (PR). A Embrapa, há muito tempo, é grande responsável pelo desenvolvimento de cultivares adaptados para o clima do Brasil. Localizada no Distrito Federal, a Embrapa Hortaliças é responsável pela introdução de tecnologias, produção de sementes, regularização de oferta, desenvolvimento de cultivares para o processamento mínimo, entre outros benefícios, através do desenvolvimento de cenouras que levam nomes tipicamente do cerrado: Brasília, Alvorada, Esplanada e Planalto.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Época de: Brócolis!

             O brócolis é uma hortaliça de inflorescência originária da região do Mediterrâneo. Podemos encontrar dois tipos de brócolis, o ramoso e o de cabeça única, ambos são excelentes fontes de ferro, fósforo, cálcio e fibras.
            A oferta aumenta entre os meses de junho e novembro, sendo esses os meses onde é possível encontrar os melhores preços.                     
Na hora da compra, para garantir um produto de boa qualidade, é recomendável que seja observada a existência de flores abertas nas inflorescências. Flores abertas indicam um produto não tão fresco, e que durará menos.
A cor é uma referência para a qualidade, prefira os que apresentam cor verde escuro, sem sinais de amarelecimento. Prefira também talos e flores firmes, com aparência compacta.
O brócolis é bem conservado em baixas temperaturas, quando armazenado em geladeira pode durar em torno de 4 dias, à 0ºC pode chegar a 4 semanas. Para um bom congelamento devem-se mergulhar os floretes em água fervendo por dois minutos, e em seguida colocá-los em água bem gelada com cubos de gelo. Após este processo, secá-los e levar ao congelador. Este processo evita a perda da cor característica.
Para aproveitar todos os benefícios no consumo o correto é que o cozimento seja feito no vapor, em torno de 7 minutos. O cozimento na água ocasiona perda de nutrientes à medida que se aumenta o tempo que os floretes ficam na água, e também causa perda de cor e firmeza.
E as folhas do brócolis, já pensou em consumi-las?
As folhas têm alto valor nutritivo, e geralmente são descartadas. Em 100g de folhas  é possível ingerir mais da metade do valor recomendado de cálcio para indivíduos adultos, que é de 800mg/dia.

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Esta é a primeira postagem! Obrigada por acessar o blog!